2005/10/16

Desentoxicação

Bem, de momento encontro duas palavras para definir faculdade: alcóol e droga. Entrando no espírito académico, desde que as aulas no meu curso começaram, que a minha vida tem sido borga. Talvez por isso não tenha escrito tanto por estas bandas. No entanto, entro agora numa purificação física e mental do meu ser, para me dedicar mais afincadamente nos meus objectivos; simples e claros: acabar um projecto de website, tentar ter média de 16 no curso e amealhar dinheiro suficiente para um computador novo. Para isso, lá está, não posso passar o tempo da faculdade na esplanada a beber imperiais e a fumar ganzas.

Até agora, estou extremamente excitado com o meu curso. As cadeiras, os professores, a escola! Tudo me parece novo, como por estrear, e reserva-me surpresas e vivências. Quatro anos de licenciatura que quero aproveitar para crescer enquanto pessoa. A verdadeira revolução vem de nós mesmos.

Enfim, estou cansado. Vou acabar o meu cigarro e vou dormir. Amanhã, começam as aulas a sério.

2005/10/06

Tempos

Os tempos mudam com as vontades. Se algo está mal em nós, porque não nos mudarmos? Porque não crescer, evoluir e abranger novos horizontes?

Penso que é nato ao ser humano querer sempre estar melhor. Maslow, com a sua pirâmide das necessidades, encontrou cinco patamares embutidos numa hierarquia simples. Mas a mente humana é tudo menos simples. Mudamos as nossas opiniões, crenças e posições de um momento para o outro quando, de forma brusca, a realidade, tal como a conhecemos e habituámos, se transfigura.
Quando nos sentimos perdidos, é por duas razões: ou algo em nós nos diz que não estamos a conseguir ser felizes ou, então, a apatia de existir se abate sobre nós. Aí, só nos resta uma solução: reagir. Mudar o que somos, tentar coisas novas, mais aliciantes. Para alguns, a descoberta da luz de uma religião qualquer, para outros as drogas. Depende do que somos e, no fundo, queremos. Porque isso, os nossos sonhos, morrem mesmo connosco. Certo?

2005/10/03

Natureza

A Natureza, o todo que Ela representa, é aquilo a que eu posso chamar de entidade superior. Isto, à primeira vista, pode parecer descabido e um pouco louco mas, no fundo, não o é. Repare-se na destreza com que a Natureza encontra soluções para evoluir sempre as suas crias. É um poder de selecção natural que segue uma ordem a que todos nós, Homens, temos que obedecer.
Acho que vivo fascinado com o que a Natureza nos proporciona. Quando era mais novo andei nos escuteiros. Aventuras no meio da natureza que ainda hoje me assaltam a memória. E, mais tarde, o meu interesse pela flora no geral, despertou fortemente.
A nível pessoal, vivo fascinado com o poder da Natureza sobre o Homem. Tradições seculares, "mézinhas da avó", conhecimentos de alquimia e a farmacologia como hoje a conhecemos, provam-nos o imenso poder das plantas na sociedade dos nossos dias. Os males que o ser humano pode sofrer, a natureza compensa com as suas curas. Só temos é que aproveitar a nossa inteligência e usufruir de aromas, efeitos e sabores de plantas únicas.
A mente humana é ainda um labirinto que ultrapassa barreiras muito além da compreensão humana. É irónico, a única raça animal inteligente é aquela que não compreende o porquê da sua inteligência. No entanto, temos imensos produtos que nos estimulam a mente e, como alguns Antigos poderam dizer, nos elevam a um estado superior. Isto, para quem ainda não percebeu, são as drogas. Apesar de estar consciente do efeito devastador que algumas substâncias opiàceas ou de origem da coca, existem outras plantas que podem ser usadas com moderação e sem grandes danos colaterais. A cannabis é, sem dúvida, a minha "mézinha" preferida. Mas isso são outros contos. No entanto, sou também adepto da verdadeira tília, que me vejo grego para comprar, como calmante; e extractos de guaraná como estimulantes. Existem milhares de plantas com efeitos diversos sobre nós. É uma questão de as conhecermos, colhermos e tomarmos como ditam as leis seculares que nunca foram escritas, apenas ouvidas.